O problema é exactamente esse...como começar? A verdade é que não sei e essa foi a razão pela qual decidi começar a escrever aqui. Na maioria das vezes não sei o que dizer ou o que fazer. A minha cabeça funciona mas o meu corpo não responde. Por vezes penso, penso e penso mas não sai nada, a minha boca fecha-se e as palavras não saem. Escrever foi sempre o meu refúgio, quando escrevo tudo fica mais fácil, não há preocupações com o que os outros pensam de mim ou com o que eu digo.
Por isso vou continuar a escrever, mas agora todos podem ver, não é que tenha qualquer tipo de ilusão de que alguém queira ler o que eu escrevo, mas antes escrevia e guardava tudo com receio de alguém lesse, agora vou fazer o contrário e perder o medo de me expressar.
Há quem acredite em vidas passadas, eu acredito que fui uma gata. Porquê? Porque me refugio muito em mim mesma, é-me difícil confiar nos outros e adoro estar sozinha. Engane-se quem pensa que sou uma solitária sem amigos, pelo contrário, tenho praticamente os mesmos amigos que tinha há 24 anos atrás e adoro cada um deles. O problema comigo é que vivo bem sozinha, gosto de estar no meu recanto a ler, a ver televisão, a cantar que nem uma doida. Posso sair, conversar e dançar, mas sabe-me sempre bem estar em paz, sozinha comigo mesma, tal como os gatos. Eles convivem bem com as pessoas mas adoram a sua independência, a capacidade de estarem sozinhos num canto a dormir ou a brincar com um simples elástico. Eu sou assim, sou como um gato...tenho dias!
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